8 de jan de 2007

Muita aparência pra bem pouca consistência! - por Rosana Braga

Recebo uma newsletter dessa autora com alguns textos bem reflexivos. Dessa vez, veio um a calhar com uns assuntos que estava tratando com uma amiga. Terminei de ler e pensei: será que ela não tem razão? Decidi então compartilhar com vocês:

"Praticamente impossível não surgir ao menos um assunto incluindo o tema 'relacionamentos' numa rodinha de bate-papo, seja entre homens, mulheres ou os dois juntos.

É de praxe falar sobre um casal conhecido, a própria relação ou sobre causos ouvidos. Ou seja, a grande maioria das pessoas sempre tem uma opinião, uma história ou uma experiência vivida que inclui afeto, amor, paixão e todos os sentimentos conseqüentes.

Acontece que, cada vez mais, tenho tido a impressão de que o que se fala não é exatamente o que se sente. Ou melhor, a maneira com que se tem falado das situações que envolvem o coração é bem destoante do modo com que se tem vivido os sentimentos.

A meu ver, temos maquiado nossas palavras e colocações a fim de mostrá-las seguras, cheias de certezas, tão certas a ponto de tornarem-se inflexíveis, ao menos aparentemente. Parece-me que estamos convencidos de que precisamos provar que temos uma autoconfiança e uma auto-estima imbatíveis, indestrutíveis, sobre-humanas talvez...

Mas estou certa de que a realidade não é bem essa! Na solidão de cada quarto, no consolo de um ombro amigo, nas confissões feitas nos divãs e até na busca esperançosa nos templos, igrejas e orações, fica evidente que há bem pouca consistência nesta aparente perfeição.

Mais do que isso, a fragilidade e os intermináveis questionamentos que rondam tantos corações estão gritando em cada relação vivida e até mesmo naquelas não-vividas. A carência, o medo de sofrer, dúvidas sobre o que fazer e como agir revelam o quanto o ego de tanta gente está bem maior do que sua consciência.

Por quê? É... também me faço esta pergunta e não a encontro em absoluto, pois felizmente não sou dona da verdade, mas suponho que elas têm tentado – a todo custo – tão somente se defender. Entretanto, de tão defendidas, de tão cheias de couraças, escudos e máscaras, terminam subjugando sua essência e, portanto, se distanciando daquilo que realmente sentem.

Creio que a autopercepção seja um bom primeiro passo. Observarmos aquilo que estamos dizendo, pensando ou fazendo é uma maneira eficiente de constatarmos o quanto nossas palavras têm estado desafinadas com o que carregamos no peito.

Frases carregadas de prepotência, do tipo 'eu sou assim e pronto', 'se quiser, ele (ou ela) que mude de idéia', 'ninguém vai mandar em mim', entre outras, só servem para encorpar um orgulho que não nos preenche e nem nos satisfaz.

Que a partir de agora, possamos admitir mais: 'não sei', 'talvez eu tenha mesmo que mudar de idéia', 'quem sabe eu esteja enganado?', 'estou confuso, com medo, precisando de ajuda'...

E que assim, bem mais consistentemente humanos, possamos nos encontrar num abraço maior que nossos próprios braços, que nos acolha não porque parecemos sempre certos, mas porque somos sempre ‘gente’... e gente precisa de afeto!

Rosana Braga é escritora e consultora em relacionamentos, além de palestrante na área de Desenvolvimento Profissional e Relacionamentos Interpessoais.

Autora dos livros “FAÇA O AMOR VALER A PENA”, "Alma Gêmea - Segredos de um Encontro" e "AMOR - sem regras para viver", entre outros. Para contratar palestras, saber mais sobre a autora ou adquirir livros, acesse
www.rosanabraga.com.br. Contatos com a autora através do falecomigo@rosanabraga.com.br"

2 comentários:

wakko disse...

nunca fui inflexivel assim. A unica vez que apareceu alguem assim eu tratei logo de expulsar a pessoa de minha vida. Acho que uma relação tbm é baseada nas coisas que sedemos. Seder de mais não é bom .. mas ser rigido e inflexivel eternamente pe ruim tbm! T+

11:08 PM
Rafael Magnago disse...

o texto foi longo
mais gostei
parabéns jonatan
abraços a todos
té mais
Rafa

10:14 PM
 

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