19 de ago de 2006

Sempre que eu preciso falar de alguma coisa me deparo com a estranha sensação de não saber o que pensar, não saber o que sentir. Por isso, vou falar sem me preucupar com o que estou pensando.
Sou realmente incoerente, ou acho que o sou, talvez tudo seja bobagem minha, uma tentativa tola de ser diferente dos outros. Uma boa pergunta a ser feita seria: quem são os outros? As outras pessoas em geral ou os heteros? Ou os realistas, materialistas ou sonhadores?
Quando eu penso na minha homossexualidade lembro de uma entrevista com Renato Russo, onde ele dizia que queria se vingar das pessoas, elas sempre pareciam ser mais do que aparentavam, sempre tão solicitas, mas na verdade cinicas e dissimuladas.
Sou grande fã de Renato. Cresci cantando suas musicas, descutindo seus conteudos, sentindo o que ele sentia e ouvindo ele da voz a minha agonia. Com Renato eu descobri que não a nada de errado em ser gay, que eu poderia ser gay e ser inteligente, ser gay e ser ético, ser gay e ser como todo mundo ou até melhor a partir do momento que eu percebo essa rede de hipocrisias na qual a sociedade nos mantêm presos e me recuso a participar dela.

"Obrigado por me explicar com tanta determinação
Exatamente o que eu sinto, como penso e como sou
Eu realmente não sabia que eu pensava assim".

(Renato Russo)

6 comentários:

Cassio Coga disse...

Eu cresci escutando Renato Russo também.
Hoje, não me preocupo nem um pouco com os outros e sim comigo mesmo.
A minha pergunta diária é: Quem sou eu?
A sociedade e machista e hipócrita, mas eu faço parte dela. de uma maneira particular, pois não aceito estar às margens.

12:06 PM
Marco disse...

Renato Russo retratou muito bem uma geração e, ainda assim, escreveu e cantou sentimentos eternos. Só não gostei de sua última fase, muito depressiva. Acho que gosto mais dele hoje que há dez anos.

1:00 PM
Tônio disse...

Ele faz uma falta tremenda, difícil falar de Renato, tendo em vista que nem ele mesmo conseguiu perceber o quanto era importante. Amooo ele, amor a primeira ouvida, sempre amarei, ele é o primeiro da minha lista sempre. Gay é atitude, não é o que os outros acham que se deve ser. Esse é o legado que ele deixou.

1:04 PM
Rodrigo Brower disse...

Eu gostava do Renato mas acho que no fim muito do que ele sempre falou, ele deixou de ouvir. Nessa época tudo era criticado, mas só criticar não adiante, temos q ajudar a construir a sociedade q achamos que seja a melhor. Bjs pra ti.

2:24 PM
Ladra do Bem disse...

Ei mesmo não sendo gay posso dar uma fuçada por aqui????
Entrei aqui pelo blog do Rô (Rodrigo Brower), pois se tem uma coisa que admiro é quem escreve bem e isso ele faz bem demais e como isso me fascina.
Muita sorte e energia positiva para vocês nesta nova caminhada e deixem a porta aberta pois voltarei para roubar algo...rsss
Xêro

3:56 PM
Eduardo disse...

Olá!
Acredito que qualquer um pode ser qualquer coisa, desde que queira (com suas limitações, né!)
Não sou fã do Renato, mas não tenho nada contra, já que nunca ouço músicas dele também...
Abraços!

4:29 PM
 

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